Santo do Dia

15 DE JANEIRO – FESTA DE SANTO AMARO (OU MAURO) E SÃO PLÁCIDO

15 DE JANEIRO – FESTA DE SANTO AMARO (OU MAURO) E SÃO PLÁCIDO*, MONGES DISCÍPULOS DE SÃO BENTO

São Bento com Santo Amaro e São Plácido (ainda meninos)

Eutíquio [senador], pai do nosso santo (Amaro), mais ilustre ainda pela virtude que pelo nascimento, confiou-o a São Bento em 522.

Amaro, que só contava doze anos ao entrar no mosteiro, não tardou em ultrapassar os coetâneos, pelo escrúpulo com o qual cumpria os deveres. Sempre se lhe notou profunda humildade e admirável simplicidade de coração, que Deus recompensou com o dom dos milagres. … Santo Amaro, enviado à França, fundou o mosteiro de Glanfeuil, em Anjou, e morreu santamente em 15 de janeiro de 584.

Nos seus Diálogos, São Gregório, o Grande, refere-se a São Plácido. Diz-nos ele que um patrício, Tertulo, confiara o filho, Plácido, a São Bento, ao mesmo tempo que Eutíquio entregava o filho Mauro ao mesmo patriarca dos monges do Ocidente.

Placido, ainda menino ainda, uma tarde, com São Bento, subiu a uma elevação, onde iam orar ao Senhor para suplicar chuvas, porque todos na região lutavam com a falta d’água.

Um dia que o venerável Bento estava na sua cela, Plácido saiu para ir buscar água em um lago, mas ali, atirando, sem precauções, a vasilha que levava, perdeu o equilíbrio e a seguiu para dentro d’água. E aconteceu que, num instante, a corrente tomou-o e levou-o para longe da margem, a uma distância, pouco mais ou menos, dum tiro de flecha.

Milagre de Santo Amaro salvando São Plácido

Ora, o homem de Deus, do interior de sua cela, instantaneamente teve conhecimento do ocorrido e, depressa, chamou o filho de Eutíquio, dizendo:

“– Irmão Mauro, corre, porque aquele menino que foi buscar água ao lago nele caiu e a corrente está a levá-lo para longe!”

Coisa maravilhosa e inaudita desde o apóstolo Pedro: tendo pedido e recebido a bênção, à ordem do pai, Mauro precipita-se até o lugar em que flutua o menino, e, correndo como se fora em terra firme, agarra-o pelos cabelos e puxa-o para a margem. Depois que o depositou no seco, olhando ao redor, viu que correra sobre as águas. Estupefato, tremeu, pensando numa coisa que jamais pensara poder fazer.

De volta ao Padre, contou-lhe o que se passara. E o venerável Bento começou a atribuir aquilo não aos seus próprios méritos, mas à obediência. Ao contrário, Mauro dizia que o sucedido devia-se inteiramente à ordem do venerável Bento. Senão quando, assim expunham a coisa, o que fora salvo entrou na conversa, como árbitro, e declarou:

São Bento e São Plácido

Quanto a mim, posso dizer que, quando me tiraram das águas, vi, acima de minha cabeça, o manto do abade, e pensei que fosse ele quem me viera salvar”.

São Placido foi enviado por Bento à Sicília. Mais tarde, aprisionado pelos sarracenos, morreu nas mãos do pirata Manuca, com outros irmãos. Diz assim o resumo do martirológio: “Em Messina, na Sicília, a morte dos santos mártires Plácido, monge, discípulo de São Bento, abade: Eutíquio e Vitorino, seus irmãos; Flávia, virgem, sua irmã; Donato e Firmato, diáconos; Fausto e mais trinta monges, trucidados em defesa da fé de Nosso Senhor Jesus Cristo pelo pirata Manuca”.

Em agosto de 1588, foram descobertos no coro de São João Batista de Messina três corpos de homens e um de mulher. Eram os de Plácido, dos dois irmãos e da irmã. Depois encontraram-se outros, mas o número de trinta foi ultrapassado. Desde então, a festa de São Plácido foi instituída para toda a Igreja, e o seu nome passou a figurar no martirológio romano.

Um afresco rupestre que há perto de Valerano, em Viterbo, mostra-nos o Santo ao lado do grande Patriarca São Bento e de São Mauro. Trajam túnicas, trazem escapulários, e São Placido sustenta, na mão direita, uma cruz branca.

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ORAÇÃO

Concede-nos, Deus todo poderoso, que o exemplo dos santos confessores Mauro e Plácido nos levem a imitarmos nas ações aqueles cuja memória celebramos. Por Nosso Senhos Jesus Cristo.

NOTA:O Martirológio Romano recorda a 5 de outubro Plácido e comemora Mauro a 15 de janeiro. Mas a Ordem beneditina, que até poucos anos atrás, celebrava a memória deles em datas diferentes, agora festeja a ambos a 15 de janeiro. Na verdade é impossível separar estes dois primeiros discípulos de São Bento, pois tudo o que sabemos de ambos está contido em dois trechos da vida de são Bento, escrita por são Gregório Magno.”(cf. Portal Paulus) No mesmo sentido, Martirilógio Romano – Monástico, Abadia de S. Pierre de Solesmes, Edições Mosteiro da Ressurreição, p. 39.

(Fontes: 1. biografias: in, Vida dos Santos, Editora das Américas, Vols. I e XVII, Padre Rohrbacher, 1959 – Texto revisto e atualizado; 2. oração: Diurnal Monástico da Ordem de São Bento, Editora Triregnum, 2016, Vol. II, p. 817)

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